O Pequeno Príncipe

Hoje o livro O Pequeno Príncipe completa 69 anos de sua primeira publicação. A obra, de uma delicadeza e sensibilidade ímpares, é o terceiro livro mais vendido no mundo, com impressionantes 134 milhões de cópias espalhadas pelo planeta, já foi traduzido para mais de 220 línguas e dialetos. O livro nos conta a história de um dos personagens mais queridos da literatura, ele encanta a todos com ensinamentos deixando um lastro de simplicidade, otimismo e amor ao planeta, para comemorar trouxe uma seleção de coisinhas lindas inspiradas no livro.

Primeiro ilustrações de encher os olhos de tão lindas:

Tatuagens com frases e ilustrações do livro:

No site Toy-A-Day tem dois paper toys do Pequeno Príncipe muito lindinhos:

Para quem é de São Paulo vale uma visita ao Shopping Iguatemi Alphaville onde está acontecendo uma exposição com "os cenários mágicos que ilustram a tragetória do nosso principezinho e de seu autor Antoine de Saint-Exupéry", até o dia 15 de abril, com entrada gratuita.

Ano passado o Museu de Cera de Paris homenageou o Pequeno Príncipe com uma escultura muito linda, ela é obra do escultor Stéphane Barret.

Marcadores de página que a Angel produz, de forma totalmente artesanal, um capricho que só vendo:

Para encerrar a homenagem com chave de ouro, nada mais apropriado que uma pequena leitora do Pequeno Príncipe:

Livro escultura

Vários artistas que usam o livro como matéria-prima para suas obras já apareceram por aqui, mas o livro escultura deste post é bem mais impressionante, ele foi criado pela parceria do escritor Jonathan Safran Foer, autor de “Tudo se Ilumina” e “Extremamente alto e incrivelmente perto”, com a Visual Editions. Em Tree of codes cada página foi recortada com moldes diferentes e a narrativa foi “esculpida” a partir do livro favorito do autor: “The Street of Crocodiles do escritor polaco Bruno Schulz (1892-1942) criando um texto totalmente novo. O processo de escrita e corte levou mais de um ano, mas o difícil mesmo foi encontrar um gráfica que topasse o desafio, a justificativa mais ouvida por ele era que a ideia era ótima na teoria, mas completamente ipossível de se fazer em ampla escala, por fim uma gráfica belga decidiu se arriscar.

Neste video é possível ver a reação de alguns leitores no primeiro contato com a obra. E neste outro como foi o processo de confecção do livro.

 

A menor biblioteca do mundo

Jozsef Tar é apaixonado por livros, mas a paixão é por livros pequenos, muito pequenos, os maiores exemplares que ele tem em sua biblioteca não chegam a medir 10cm. O menor exemplar chega a espantosos 0,29cm X 0,32cm.

Ele começou sua coleção em 1972 e atualmente tem 4000 peças. A maioria dos livros são húngaros mas ele também tem exemplares oriundos do Canadá, México, EUA, Austrália, Japão e de quase todos os países europeus.

Se tu te interessou em começar um biblioteca dessas, entre em contato com Jozsef que ele tem exemplares para troca.

Os três livros que marcaram a minha vida

A minha amiga Tábata me passou dois memes em que eu tenho que listar os 3 livros que marcaram a minha vida. Eita que escolha difícil.

O tempo e o vento do Érico Veríssimo.

O senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien.

Cem anos de solidão, Gabriel García Márquez.

Eu teria que repassar para outras cinco pessoas, mas vou deixar quieto. Sinta-se à vontade para pegar a idéia 😀

Ah! E tem outro no qual eu devo listar oito características minhas:

1 – tímida;

2 – tolerante;

3 – racional;

4 – prática;

5 – organizada;

6 – orgulhosa;

7 – exigente;

8 – indecisa.

estrelinhas coloridas…

Livro: objeto sagrado. Ou não!

3---amante-carnal

Confesso: eu rabisco livros, claro que não faço isso com livros alheios, só com os meus, mas sinceramente não entendo o endeusamento do objeto, esse que é feito de papel e tinta, o livro é muito mais do que papel e tinta, é entrega, é criatividade, é imaginação, é vida pulsando das páginas!

Esse questionamento surgiu de um debate lá no fórum Meia Palavra, não conheces? Vai conferir é tri bom! Uma das gurias que participa lá, contou que fica nervosa quando vê alguém riscar, marcar com a orelha, dobrar páginas de um livro e fiquei pensando bastante naquilo, e também me lembrei de um livro chamado Ex-Libris: Confissões de uma leitora comum, de Anne Fadiman, que tem um texto falando disso, e a autora traz uma idéia bastante interessante sobre este assunto: ela acredita que podemos amar os livros de maneira cortês ou carnal.

Para os amantes corteses o ser físico de um livro é sacrossanta sua forma é inseparável do conteúdo, seu dever como amante é a adoração platônica. Já para os amantes carnais as palavras de um livro são sagradas, mas o papel, a tinta, o tecido, o papelão, a cola, a linha e a tinta que as contém são um mero receptáculo e como tal não representa nenhum sacrilégio tratá-los de qualquer forma. A rispidez no uso não é sinal de desrespeito mas de intimidade.

Acredito que eu sou um meio termo entre o amante cortês e o amante carnal, pois apesar de me enquadrar totalmente na categoria de amante carnal, possuo alguns livros de valor afetivo e histórico muito relevantes aos quais dedico um amor intensamente cortês, mas fora estes pouquíssimos exemplares amo-os carnalmente, e tu que tipo de amante és?

estrelinhas coloridas…

p.s. a foto é do meu exemplar de Ex-Libris, devidamente sublinhado e manchado de chá, na pg. 47

FADIMAN, Anne. Ex-Libris: confissões de uma leitora comum = Ex-Libris: confessions of a common reader. Tradução Ricardo Quintana. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.